As vezes dou a meu narciso um espelho. Sou humana. Incoerente e incompleta. Perco tempo com coisas banais. Coisas não apenas triviais, mas coisas simplórias. Porque assim eu me desvio das duvidas que alimento e que me devoram.
Perco tempo também com o passado. Sei que não adianta. mas sentimento é coisa sem cultura. É instintivo. Auto destrutivo mesmo. Me preocupo muito com meus enganos enquanto cometo enganos novos – que me manterão ocupada daqui algum tempo.
Queremos que as verdades sejam absolutas e que caibam na palma de nossas mãos. Sem pensar que talvez essas verdades não apenas não existam, mas que se existissem certamente seriam mais do que poderíamos conceber.
Queremos sentir algo que nos complete – seja amorosa ou profissionalmente – quando a única coisa que pode nos trazer verdadeira paz é a coerência.
É saber que você foi honesto consigo. Sem mais depender das reações que suas ações provocaram – deixando isso pra lei de Newton.
Um dia então sem mais precisar provar nada a ninguém, a gente pode libertar as coisas que amou, a infância que nunca voltará, a primeira desilusão- que nunca deixará de ser só isso- o avô querido, a adolescência com sua alegria despreocupada- mas com uma tristezinha intrínseca a ela – os amigos que a vida insiste em levar a caminhos distintos e aquela idéia que vem dos filmes de que um dia seremos felizes pra sempre.
Sendo felizes então, uma fração de segundo de cada vez. Porque é tudo o que temos. Uma fração de segundo. A vida inteira.
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