“Antes de tomar consciência da sua feiúra, a mulher feia vai, invariavelmente, descobrir o amor.”
“Entre Ju e a morte, qual você escolheria?”
“Minha pele, meus cabelos, minha boca, minhas pernas nunca se pareceram com essas mesmas partes que, desde muito cedo, vi nos comerciais de sabonetes, cremes e shampoos.”
Claudia Tajes conta a história de Jucianara, a feia mais azarada e, sem ser spoiler e aproveitando o título do livro – literalmente – mais f*dida de todas. Porque a vida sexual dessa mulher feia não é tão parada assim não. Parada é a vida amorosa dela. Inexperientes dirão: mas não é a mesma coisa? Não, não é. É muito fácil dividir uma cama, difícil é dividir uma vida e isso, feia ou não, toda mulher sabe.
Voltando ao livro, não, não se trata de autoajuda, o livro não tenta fazer com que você acorde se sentindo feliz a despeito de não ser bonita – ops, o que é isso, afinal? Bem, o livro também não questiona os quesitos de beleza atuais. E não, o livro também não vai dizer como você pode incrementar a sua vida sexual sendo feia.
Mas, surpresa! O livro é de humor. Juciamara é tão feia e azarada que chega a ser um personagem caricaturial, vê-se que ela reúne a história de muitas outras mulheres. Outra coisa que se nota é que, no fim, todos os casos de Ju fracassam, independente do quanto ela se esforce. Também todas as transas dela são com perdedores, homens que, de acordo com ela, acabaram a procurando por carência. Juciamara parece um consolo à todas as mulheres com a autoestima abalada, você já se ofereceu pra ser a outra e ele não quis? Você já saiu da balada sem pegar ninguém? Você já transou com um cara que nunca mais olhou na sua cara? Você já chorou litros por um cara que não tava nem aí? Sério, amiga? EU TAMBÉM.
Só que, no fim, não são as características físicas, talvez não sejam nem as intelectuais e morais, sabe? Essa coisa de amor é algo que está além das capacidades humanas de entendimento, só que não era de amor que falávamos, era de sexo. Sexo é só aquilo.
"A mulher feia é um estado de espírito."
'Meu personagem':
O loser Zico Farias “- Não trabalha. Não ajuda em casa. Não leva um copo sujo para a pia. Não consegue editar nada. Dorme até as duas da tarde em um sábado cheio de sol. Nem a barba faz mais. Aonde esse tipo de vida vai levar, Zico Farias? Ao Nobel de Literatura? Bem, ou eu muito me engano, ou aposto que não.”
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