quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A vaca deslumbrada

Edy Lima, 1973!

Em uma das minhas tantas idas na biblioteca de Santo Antonio, eu não pude deixar de reparar nesse livro – até porque não tem tantos livros assim lá. Enfim, A vaca deslumbrada, um livro infanto-juvenil, no estilo do Monteiro Lobato, mais pobrinho – talvez porque eu seja velha demais pro gênero ou por ter lido sóbria.
Saca essa: Como a vida não é feita apenas de observar a vaca, enquanto ela dormia, eu, de vez em quando, ia ao quintal espiar se os coelhos tinham ficado visíveis. Mas a vaca continuava dormindo e os coelhos invisíveis.
Que filosofia!

Outras frases:

Desta vez a vaca bebeu tanto elixir de levitar que mudou de personalidade... não é de admirar que a vaca tenha ficado deslumbrada.
Tem toda razão, em especial porque acho que a razão deve ser dada a quem não tem, pois quem já tem não precisa dela, uma vez que ninguém necessita do que já possui. – UAU, pena que meus professores e chefes nunca pensaram assim.
É preciso ser intransigente em casos extremos, senão podemos causar mal em vez de bem ou pior em vez de melhor ou qualquer coisa em vez de outra – ponderou tia Quiquinha.
As gentes grandes sempre tem motivos que as crianças desconhecem,

E olha aí pra quem faz Publicidade, encurtando em dois parágrafos, quase quatro anos de faculdade:

Sem uma moça, um rapaz ou os dois juntos em pose que os mostre enamorados não se vende nenhum produto, tanto faz ser desodorante como mata-moscas,
O outro continuou:
O que mostra que apesar de tudo o que mais emociona o homem é o amor.


P.S: Um dia eu vo fuma um e escreve uma história infantil sobre algo mais louco do que vacas voadoras. É. Talvez eu fale de gnomos voadores e dragões.

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