quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Back to the future/ De volta para o futuro


Acho que esse também eu já conhecia da Sessão da Tarde. Mas eu tinha esquecido como são sempre interessantes as viagens no tempo. Uma vez eu escrevi uma história em que os meus pobres e bidimensionais personagens viajavam no tempo e no espaço não lembro como, só sei que eles viajavam por uns contos dos irmãos Grimm e uns coisos da mitologia grega. Enfim, Back to the future é o meu filme preferido do Spielberg. Martin é um menino de 17 anos que tem uma vida normal exceto pela amizade com o excêntrico Doc, um cientista meio maluco e super querido que rouba plutônio com uns libaneses pra colocar sua máquina do tempo pra funcionar. Só que justo quando ele tá fazendo a primeira experiência, acompanhado de Martin que estava filmando, os libaneses vem atrás dele e pra fugir do tiroteio, no qual Doc já tinha sido atingido, Martin vai pra máquina do tempo e acaba em 1955.
Daí por diante, Martin se mete em um monte de confusões e quase deixa de existir, uma vez que sua mãe se apaixona por ele e um monte de coisas estranhas acontecem – é algo meio O guia do mochileiro das galáxias também em que tem como você evitar o constrangimento de encontrar-se consigo mesmo, ou talvez essa tenha sido só uma das minhas estranhas associações de ideias. Acho máquinas do tempo muito, muito interessantes. Infelizmente, por enquanto só temos a arte pra fazer isso. Eu disse infelizmente? Bem, na real, a arte é algo mágico, ainda assim eu daria cinco das minhas vidas se eu fosse um gato e tivesse sete, claro, só por uma experiência viajando no tempo. Pra onde eu iria? Bem, eu daria outra vida só por uma escolha certa porque eu e as escolhas...

P.S: o meu comentário com O guia do mochileiro das galáxias é pertinente no segundo filme onde quase acontece esse paradoxo temporal. Bem o segundo não é tão legal quanto o primeiro, mas aumenta a panorâmica. Ah, ok, deixa eu exercer da contradição que me constitui, o dois é ainda mais legal que o um, pelo menos da metade pro fim, quando Martin volta pra 1955 de novo, dessa vez pra recuperar um almanaque que Biff tinha recebido do Biff do futuro e que o tinha enriquecido e transformado Hill Valley em um Hell Valley. Genial.
P.S.S: no fim, o terceiro filme não ambientado em 1885 como um faroeste em que Martin se autodenomina East Clintwood também é muito legal. Isso de viagem no tempo permite todo tipo de coisa, não é? Enfim, De volta para o futuro 1, 2 e 3 é um dos raros casos em que a continuidade não significou perda de intensidade e no terceiro filme Martin finalmente se torna um grande cara – e temos uma liçãozinha não pouco clichê, mas válida no contexto: o futuro de ninguém está escrito, nós o escrevemos ;*

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