Eu assisti alguns filmes nos últimos dias e não senti a menor vontade de comentá-los porque nenhum deles foi importante pra mim, como Lembranças com o Robert Pattinson que eu queria assistir há um tempão e que, no fim, foi meio decepcionante. Sem contar que o Pattinson acende uns trinta cigarros ao longo do filme e não fuma NENHUM até a metade - tipo, sério mesmo.
Continuando, assisti Hannibal - a origem do mal e, como todo filme que fala do holocausto, chorei litros. Acho que nunca vai existir alguém com mau gosto o suficiente pra fazer uma comédia sobre o assunto, mas se essa existisse eu, provavelmente, choraria igual. Porque esse era pra ser um filme de terror, mas na real, a vingança do cara que ve sua irmãzinha ser morta e comida pelos nazistas e que vai atrás de um por um dos seus assassinos e os mata e come - só as bochechas, mas enfim - só me impediu de comer por algumas horas.
Me recuso a falar sobre O planeta dos macacos. Mas sim, eu perdi duas horas de vida assistindo um dos filmes da saga - porque, aparentemente, minhas horas não tem valido tanto.
Enfim, acabei de assistir Minha amada imortal e achei um dos melhores filmes que eu já vi. E que eu, certamente, vou assistir várias vezes e que eu não vou esquecer. O filme conta a história de Beethoven e começa depois da sua morte através da busca de seu amigo pela sua (do compositor, claro) amada imortal, que herdará sua fortuna. Procurando o misterioso grande amor de Beethoven através de algumas possíveis amantes, os fragmentos da vida dele são contados por flashbacks.
Desde criança quando o pai o espancava por não ter o talento de Mozart (me aprofundarei nisso depois) ao grande desencontro amoroso que o levou a uma vida infeliz - ele viveu o drama do Floreano de O tempo e o vento, e, tendo sofrido o suficiente com a obra fictícia, eu jamais quereria saber que isso aconteceu na vida real. Mas não vou ser spoiller e acabar com o mistério do filme - apesar de eu ter suspeitado desde o princípio (como diria o Chapolin).
O que eu ia falar sobre Mozart é que assisti Amadeus e, bem, eu sei que eu não tenho nenhum PhD, mas acho muito injusto que Amadeus esteja na lista dos 1001 pra ver antes de morrer e Minha amada imortal não. Mas uma lista que tem As patricinhas de Beverley Hills não merece tanto respeito. Não tirando o valor de Amadeus - o filme ou do Mozart - o próprio, enfim.
Em Amadeus a história do compositor é contada também depois de sua morte, mas o narrador, então, é o seu assassino. Acho digna a maneira como a inveja é retratada no filme porque mostra o poder destrutivo que as pessoas podem ter e, ainda assim, mostra como onde há genialidade, algo sempre se salva. Que é o que a obra de Mozart prova.
Depois de saber dos dramas dos caras, suas trágicas vidas salvas pela arte, eu penso em como eu gostaria de gostar mais de ópera (tipo, eu não saio o mais rápido o possível de um lugar onde esteja tocando ópera como eu saio de um lugar onde esteja tocando funk, só que, infelizmente, a segunda opção acontece muito mais que a primeira e eu, dificilmente, vou acordar pensando em ouvir ópera, uma vez que eu não entendo nada do assunto, enfim).
Aí alguns filmes da semana. Tentarei ser menos relapsa quanto ao blog semana que vem :)

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