sábado, 24 de março de 2012

Rashomon

Eu assisti o filme pelo simples fato de alguém te me passado no meio de uma outra dezena de filmes e ainda pensei: que do além um filme oriental dos anos 50 (!) mas assisti. E achei, estranhamente, interessante. Acho, inclusive, incrível que não tenham sido feitos dezenas de filmes assim ao longo da história mais que centenária do cinema - mas eu sou alienada, talvez, esses filmes realmente existam, o fato é que eu não vim enfim. Filmes assim = flashbacks de flashbacks em que um sacerdote e um lenhador contam pra um homem uma fofoca  pra passar tempo em uma tarde de tempestade. Ninguém sabe toda a verdade do fato. O que dá margem pra várias versões: a do assassino do sacerdote que alega ter sido impelido pela mulher dele a um duelo porque ela não suportaria o fato de existirem dois homens que dormiram com ela. A da mulher que tem o marido morto e é estuprada e que, em algum momento diz: eu dormi com mais de um homem, mereço morrer - algo tão inconcebível hoje em dia que chega a ser engraçado. E, claro, a versão do sacerdote, que aparece como suicida pela desonra da esposa.
No fim, aparece a suposta verdade pelas palavras do lenhador. Afinal, o que é a verdade? O filme parece dizer. E acredito que a lição é que só existe O QUE, o COMO e todo o resto do Lead só quem vive sabe.

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