terça-feira, 20 de março de 2012

Sleeping Beauty

Sleeping beauty é interessante. Aborda um outro tipo de prostituição. Melissa é uma adolescente de colégio – ou faculdade, isso fica meio ambíguo, mas enfim, ela é estudante e linda. Filha de uma mãe alcóolatra que faz vários freelances pra viver como operadora de xerox e garçonete. Isso até começar a trabalhar pra Clara, uma mulher que tem uma companhia de serviços diferentes – no começo ela serve mesas de cinta-liga com outras meninas. Depois ela concorda em ser drogada com remédios pra dormir enquanto homens passam a noite com ela. Sem penetração, claro.
Emily Browning, a protagonista do filme, devia tá mesmo dopada nas cenas em algumas cenas – ou ela é mesmo uma boa atriz porque fingir estar dormindo enquanto alguém te faz de marionete sexual deve ser complicado. 
Mas o motivo pra eu comentar o filme – já que eu assisto, literalmente, dezenas deles toda semana – é que Melissa ou Sara, como ela é chamada por Clara, não se importa só com dinheiro, como mostra a cena em que ela queima uma nota de cem dólares, ela também não se importa com sexo, como mostra a cena em que ela se oferece pra chupa um cara em um bar. Afinal, o que importa pra ela? Não se sabe. Nunca fica claro. Ela tem um amigo Thomas que, em um momento, pede pra ela tirar a blusa e ela o faz com lágrimas nos olhos como quem diz: tudo bem, eu sei que é só isso. Só que, naquele momento, ela se sentiu um pedaço de carne. Esse sentimento, de que a beleza não é tudo e volta e meia assombra as pessoas belas – ou talvez as mulheres em geral que costumam acumular one night stands. Whatever. Não percamos o fio da meada, Melissa ou Sara ou N menina do mundo é uma outsider e as outsiders sempre vivem as melhores histórias – ou pelo menos, as mais intensas.

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