quarta-feira, 17 de março de 2010

A vida não te diz que mais tarde, envolto em nostalgia, aquilo que tanto te fez sofrer não parecerá tão ruim.

E você então que eram suas lagrimas que impediam seus olhos de ver que era se feliz. Que aquelas ruas – agora que não são mais parte dos seus caminhos – aquelas ruas compunham um pouco do que você é hoje.

Que aqueles eram mesmo os melhores amigos que existiam. E que mesmo que o tempo passe – e ele passará – tudo aquilo foi pra sempre. Porque foi infinito enquanto durou, como diria o poeta.

Choveu muito. A grama cresceu e foi cortada milhares de vezes. Também os cabelos. As unhas.

As ilusões.

Fez muito sol também. E continua fazendo quando assim tem de ser.

Fizemos um baita drama. Depois a adolescência acabou. Acaba pra todos, não é?

E era mesmo uma tempestade num copo de água: a prova de física, o trabalho de biologia, o grande amor.

Agora aquelas preocupações pueris nos fazem sorrir. E sorrindo, podemos perdoar os erros, os fiascos, os desencontros.

Ainda sorrindo, devemos ir agora fazer outra coisa, porque só o presente existe.





despedida dos meus 17 anos...

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