domingo, 8 de agosto de 2010


"Minha própria ignorância me espantava. Todo tipo de coisas havia acontecido às minhas costas, segundo parecia: traições, fome, golpes diplomáticos, assassinatos ideológicos e façanhas heróicas condenadas ao fracasso. Por que ninguém me contara sobre tudo isso? Talvez o tivessem feito, mas eu não escutara. Estivera preocupada com meu peso."


                                                                                                    Margaret Atwood em Madame Oráculo,

mas podia ser eu, afinal, quem em em algum momento não se deparou nu com sua alienação e se sentiu mal por isso? O fato é que estamos sempre tão absortos em nossas próprias trivialidades que não vemos o que se passa ao nosso redor - em volta do nosso nariz, porque abaixo, realmente, só há o nosso peso. Aliás, por que isso importa tanto - o peso, enfim?
Na sexta, estava eu divagando quanto ao meu próprio azar e alheamento - eu tinha colocado sal no meu café  e não estava nada feliz por isso, até porque cheguei atrasada na aula graças ao fato, mas acho que perdi o fio da meada :S. o que eu ia dizer é que na sexta, tive aula de Teoria da Comunicação e quando perguntada sobre o por quê de estar no curso de jornalismo eu apenas disse que era por quê eu gostava de ler e escrever - sim, e daí? Me senti muito estúpida pelo meu silêncio e embaraço - na verdade eu saí de lá decidida a muda de curso e faze Arquitetura. Tudo por quê eu não disse: eu decidi fazer Jornalismo pra vencer a minha alienação e pra atuar de forma mais plena no mundo, participar e agir de maneira significativa nele - ter e formar opiniões. Mas pensei que seria uma resposta pueril e ingênua. E isso fez com que eu me sentisse toda errada.
Enfim, eu ainda não sei como lidar com tudo o que eu não sei - o que eu sei é que economia me cansa, política me dá cólicas e as questões ambientais me preocupam numa intensidade inversamente proporcional a que fazem com que eu me sinta impotente diante delas.
Eu queria fazer algo significativo - por isso todas aquelas apostilas de sociologia e todos aqueles livros de filosofia se acumulando pelos cantos do meu quarto, negligenciados, mas existentes. Um dia eu lerei todos eles e concluirei algo significativo que irá mudar o mundo. - HAHA. Ok, sem brincadeiras, um dia eu lerei eles e tentarei mudar algo no meu mundo que seja ( yn ). Mas isso um dia... eu nunca disse que a procrastinação não fazia parte da minha filosofia de vida e por falar nela:

http://www.youtube.com/watch?v=u_r-7EX4hCk&feature=related

NANANA. Quem sabe amanhã eu poste de novo, tá frio demais pra sai de casa mesmo :X
aos hipotéticos e desejados leitores, bjs;*

2 comentários:

  1. desejado não sei, mas certamente desejo muuito'

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  2. Interessante, parar e analisar o mundo que fica em seu translado ao redor de nós. POde se dizer que o mundo é um satelite nosso? Pense nisso. Ele gira e nós estamos parados? Ou giramos mutuamente no mesmo eixo? Heimmmm?

    Parabens pela escapada no texto, a la David. Não ha nada de errado em jornalismo por amor as letras.

    Bom texto, otimo ritmo!

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