Entenda que eu sempre vou achar que ela é magra demais ou muito gorda pra ti. E que eu sempre vou sorrir amarelo quando a gente se encontrar por acaso em um supermercado ou em qualquer lugar. Isso se deverá menos ao fato de é, você continua fumando, é, pois é, mas qualquer hora eu paro. É o que você sempre dizia, nem sempre foi assim. Ok ok, não vamos brigar. Houveram momentos bons.
Entenda que a medida que o tempo passar só sobrarão os momentos bons. E eles crescerão sempre a medida que as madrugadas forem ficando frias. E que em algum momento na minha cabeça em que o passado e presente se encontrarem – na cabeça existe viagem no tempo, por isso esse caos, esse devaneio, esse diluvio, essa dadiva. Mas não, perdi o fio da meada, ah sim, entenda que as vezes eu ainda pensarei em você e eu farei jogo dos sete erros entre a minha vida antes e depois de você e que eu descobrirei muito mais que simples sete erros, mas é importante que eu te deixe ir.
Mas antes me escute, é mesmo importante que você saiba que eu sempre acharei ela muito loira ou morena demais, se for ruiva então, sei não, a maioria das pessoas ficam feias ruivas. Enfim, entenda que eu sempre acreditarei que eu te faria mais feliz. Que só eu sabia ler os teus pensamentos, compartilhar tuas idiossincrasias, beijar teu pescoço do jeito que você queria e quando menos esperava. E algumas musicas vão tornar a distancia entre nós insuportável – não a distancia física, essa é só a junção dos corpos, eu digo a outra distancia, a que sempre existe mesmo quando um tá dentro do outro e que as vezes nesse momento ainda é maior. Mas a maioria dessas musicas nunca mais tocará – que coincidência é o amor como na musica que nunca mais tocou.
Ah, não me escute se eu te disser que nunca vou te esquecer e que com você foi diferente. Não me escute porque é verdade, mas não muda nada, torna mais triste. Entenda que durante algum tempo eu vou querer que o horoscopo, a borra do café, a cartomante ou o formato das nuvens queira dizer que ainda tem jeito, que foi tudo um engano, afinal, havia um calor diferente nos nossos abraços e eu me encaixava tão pequeninha no teu abraço, no canto do sofá, na vigésima quinta hora do dia, na tua vida tão sem nexo e no teu sexo. Esquece o que eu digo. Você também tem que me deixar ir.
A vida é a continuação da vida.
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