segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sexo sem compromisso


Existem filmes tão bons que ecoam no silêncio depois que acabam e a gente nunca esquece – ficando na cabeça certas cenas, causando quase uma epifania. E existem, por outro lado, filmes tão ruins que acabam quase inevitavelmente, numa epifania, digo – foi o caso de Sexo sem compromisso, ou pelo menos os primeiros cinquenta minutos do filme. Eu me peguei pensando – meu Deus, um domingo de sol bonito desses e eu nessa chinelagem deitada às três horas da tarde... Mas como a única coisa pior do que terminar o filme era encarar o sertanejo graduado da vizinhança ou sair da cama naquele frio desgracento de agosto, continuei estoicamente no filme, que, no fim, acabou ganhando algum ritmo e se tornando uma comédia romântica clichê meia boca como a maioria delas.
Ah, sim, falar a sinopse, no filme Emma e Adam se conhecem há quinze anos atrás em uma festa em que ela diz que não é do tipo de se apegar, depois eles se encontram de novo há cinco anos em outra festa e ela o leva pra um funeral, aí quando eles se encontram há um ano e ele tá com outra, depois eles se encontram nos dias atuais e resolvem fazer sexo sem compromisso – como sempre acontece nos filmes, e só nos filmes, isso acaba em amor.
Sejamos honestos, sempre foi mais fácil dividir uma cama – ou um sofá, um chuveiro, um elevador, um banheiro público, uma parede, uma escrivaninha, enfim – do que uma vida. É fácil usar moral em roupas íntimas, mas nem todo mundo tem sorte nessas coisas, eu acredito no amor, apesar, a despeito e mesmo por causa das minhas experiências, só que agora eu tô pelo pacote completo ou nada e se isso significar nada por mais três dias, três semanas, três meses ou três anos, problema meu... voltando ao filme, talvez não seja tão ruim de se assistir acompanhada de uma caixa de chocolates e muffins. 

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