Dos três, o da Chapeuzinho é, de longe o melhor, mas todos são engraçados e seguem a proposta de recontar os contos de fadas de maneira irônica e moderna.
Na chapeuzinho a ironia se dá mais na versão dos fatos que é contada por vários ângulos e que talvez possa remeter ao mito da imparcialidade e a todo o blá que a gente tá cansado de ouvir – ou que talvez seja só culpa da faculdade de jornalismo, sorry. De qualquer forma, o filme aborda várias versões da história, sob o ponto de vista da Chapéuzinho, do lobo, do caçador... etc etc. Também pode remeter a tal da verdade relativa. Ou talvez eu esteja superestimando um filme infantil, adoro superestimar as coisas.
Continuando, a Branca louca é uma adolescente que alienada e egocêntrica que não se importa com nada além de festas e roupas e futilidades – nada muito diferente de qualquer adolescente capitalista, exceto as com crise existencial deprimidas e deprimentes, vulgo, moi, mas né – até que a bruxa malvada chega ao reino com a cara da sua falecida mãe com o intuito de casar com o seu pai, então ela come a maçã envenenada com o sumo da fofoca e acaba falando um monde de coisa que não deve. Abandonada por todos ela acaba na casa dos sete anões até encontrar o seu happy ending.
Mas no quesito comédia romântica, o Deu a Louca na Cinderela é bem inovador, sabe? Mas toda a história reflete o período de confronto contemporâneo. Sabendo o seu final, de casar com o príncipe, Cinderela pergunta se é só isso, perguntada sobre o que ela queria então, ela diz que não sabe, só queria MAIS. Recontar as coisas de uma outra forma sempre torna a coisa em si mais rica em significado, o tempo dos contos de fada já passou, mas as suas fórmulas são usadas pra tudo ainda – ou alguém vai negar que, em algum momento, já quis acreditar em pra sempre, em chavões como: o bem sempre vence ou tudo fica bem no final. O maior problema é a droga do relativismo – o diabo não é vermelho e feio como o pintam, nem vem através de bruxas e trolls, o mau está em todo mundo e a maioria das vezes é só questão de sorte. Só a sorte (ou a falta de sorte?) que existe. Enfim, vale muito a pena assistir, porque no fim do filme, o menino que não é o príncipe fala a coisa mais legal que ele poderia – e que se um dia eu reaver meu coração, pretendo passar adiante:
Mas afinal, o que significa felizes para sempre? Ah isso eu não sei, mas vou dizer uma coisa, a gente ainda vai descobrir.
Só quero um final infeliz, é pedir muito? Eu mandei bruxas, mandei trolls, nada adianta... – a vida manda desencontros e outras pessoas, posso dizer algo? ADIANTA.
Ah, ok, desculpem pelo final, não é a mensagem certa pro Dia das Crianças, né? Esqueçam tudo o que leram até aqui - queridos remanescentes - e acreditem na vida que é bela e onde o amor existe. beeijos;*
P.S: 3G do meu pai não permitiu fotos =/
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