domingo, 2 de outubro de 2011

Mil e uma noites Universitárias, Besteirois Americanos e Dono da Festa 3

Ok, é meio besteirol, mas tem tanta gente bonita que FUCK IT. Claro que esse é mais um dos filmes que deviam ir pra uma lista, lista de filmes impossíveis – ou filmes para não assistir e achar que a droga da faculdade será um pouco parecida com aquilo – então eu lembrei de uma crônica que eu escrevi pro livro de crônicas da facul e que, como tudo falha quando chega minha vez de participa, não sei se vai sair tão cedo, vou colar ela aqui, até porque sinto saudade de escrever crônicas, talvez um dia desses eu reencontre o que dizer. Por enquanto o texto aquele, intitulado, Mil e uma noites universitárias:

HAHA. A vida de universitário não é tão legal quanto parece nos filmes americanos. Pra começar ninguém fala inglês diariamente – palavras como party, night, fuck, blowjob, pussy, bitch, jackass e etc – não rolam. Mesmo porque essas coisas todas rolam muito menos que a gente pensa. Nem tudo são orgias na vida universitária. E as vezes, mesmo, é preciso estudar – brincadeira. Mas como toda brincadeira, tem um fundo de verdade e o fundo dessa é que na maior parte do tempo a gente morre de tédio porque simplesmente, não consegue conectar o que está aprendendo com o que você está pretendendo com o curso.
Outra coisa é o curso – algo que nunca comentam nos filmes americanos, não que americanos de filmes precisem de dinheiro – a gente pensa quinhentas e oitenta e duas vezes se é isso mesmo o que a gente quer e se não vai morrer de fome depois de formados. Não que a vida de universitário não seja um treinamento continuo pra pobreza – eu, pelo menos, vivo abaixo da linha desta – e não é nada legal. Ir a uma festa por semana ou menos – porque ou você não tem dinheiro ou os seus amigos não tem dinheiro ou, o que é raro, mas acontece, você tem dinheiro, mas não tem força de vontade pra sair de casa e gasta todo o dinheiro com porcarias de comer porque, no fundo, você sente muita falta de seus pais e de seus lençóis com desenhos estúpidos que só a sua infância tinha.
HMM, acho que perdi o fio da meada – tem acontecido muito ultimamente. Ah, eu preciso lavar roupa e ler um PDF de noventa e duas paginas e pintar as unhas e lavar a louça, não nessa ordem. Eu também preciso arrumar um namorado e um emprego. Mas claro, primeiro eu preciso arrumar a minha cama. Se der tempo acabar esse texto.
Outra coisa que a gente não encontra na vida de universitário são os amigos pra vida inteira que a gente encontraria de cara, no primeiro dia. A verdade é que você terá algumas pessoas que, a longo prazo, se tornarão parcerias e talvez amizades, mas isso a longo prazo.
NANANA. Então concluindo, a universidade não será a saga das mil e uma noites – orgy version. É isso. De mil e uma noites, provável que pelo menos uma centena ou duas você passe insone por causa de provas e trabalhos, principalmente trabalhos – sabe aquele costume que você tem de tendo sessenta dias pra fazer um trabalho, deixar pra fazê-lo nos últimos sessenta minutos? Vai continuar, só que você vai precisar de bem mais que sessenta minutos e isso será um problema. Mais umas duas ou três centenas você vai passar também insone, se perguntando se é isso mesmo que você quer e o que esse isso mesmo significa e o que esse isso mesmo lhe trará. Mas é isso mesmo. Ainda tem aquela uma centena que você vai passar insone por falta dos pais, do cachorro, do papagaio, da saudade da infância, da tristeza de não ser mais o que era, mas ainda não ser exatamente o que é – reconheço que a frase fazia mais sentido na minha cabeça, mas enfim – e de solidão e de mal de amores em todos os sentidos. Ah, mas é claro que tem noites normais mesmo nessa vida, dá pra dormir bem umas quatro centenas delas. AAAAH, claro, festas. Não podia faltar, posso dizer? Uma centena e uma das mil e uma são festas (Y) se você tiver saldo e amigos, talvez duas. E no fim, é isso. É uma vida como todas as outras e dividida – como dizia o poeta Vinicius de Moraes – entre compensações e desenganos.
Ah sim, no filme Van Wilder é um cara super popular que vai pra faculdade obrigado e lá revoluciona tudo – tornando o lugar uma anarquia, mais ou menos. Farley o maconheiro colega de quarto dele é o meu novo ideal de namorado se algum dia eu resolver namorar, aceito e-mails de pessoas do mesmo estereótipo – de preferencia que gostem de sexo um pouco mais que ele;*

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