sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Whatever Works

Quem diria que um dia um filme do Larry King acabaria na minha lista de filmes para rever antes de morrer. Aconteceu com Whatever Works do Woody Allen. O filme conta a história de Boris, um cinquentão mal humorado e em crise constante e que não acredita na humanidade, um cretino, sem querer ofender, acredito que se eu fosse mais culta seria bem parecida com ele – eu sou descrente e amargurada, mas ainda não to velha (independente) o suficiente pra não acabar no psiquiatra quando deixo transparecer muito esse lado das coisas perto da família. Deve ser por isso que eu procrastino tanto visita-los.
Enfim, voltando ao filme, Boris é um físico aposentado, hipocondríaco que mora sozinho até o dia em que aparece Melody, uma loira burrinha – meio deslumbrada, quase estupida, com uma alegria de viver meio indecente até -  e que acaba mudando a vida de Boris e casando com ele. E tudo vai bem até aparecer a mãe dela.
Na real, acredito que o melhor do filme são os discursos infinitos do Boris de como nada vale a pena e a humanidade é um fracasso – sem falar no amor:

Love, despite what they tell you, does not concur all, it doesn’t usually last. In the end the romantic aspirations of our youth are reduced to WHATEVER works.

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