quinta-feira, 10 de novembro de 2011

The Elephant Man

Você pensa que a vida tem sido ruim com você? Qual é o problema? O seu rosto que não é igual ao de uma atriz hollywoodiana? A sua altura bem que podia ser uns dez centímetros a mais e o seu peso que bem que podia ser uns dez quilos a menos? A faculdade não tem sido mais que uma castração de sonhos? O emprego/ estágio perfeito insiste em não cair do céu assim como o garoto/ garota perfeito (a)? Sabe, isso são tudo efemeridades – coisas que daqui três ou cinco anos não importarão mais, ou porque você conseguiu ou esqueceu, tudo na vida é isso.
Problema mesmo é ser meio elefante. Problema mesmo é ser atração de circo como um ser bizarro, não ser compreendido, ser judiado e discriminado de todas as maneiras. E ter consciência disso. Se o pobre John Merrick fosse um idiota, tudo bem, mas ele sabia que era diferente, que era uma aberração e sofreu muito, principalmente nas mãos de Mr. Bytes o cara do circo que batia nele, até que o Dr. Frederick Treves leva-o pro hospital pra cuidar dele e sua anomalia sem cura.
Treves cuida e trata John como amigo – o que não impede que coisas ruins continuem acontecendo com ele, como o policial que leva pessoas pra ver ele no quarto, como acontecia no circo antigamente. Exposto, humilhado desumanamente – sério, eu não veria graça nenhuma em ver alguém assim, nem teria susto algum como as mulheres do filme, na real, acho tudo nos circos sem graça e os palhaços são a coisa mais deprimentes do mundo pra mim, exceto as comédias românticas, mas acho que eu perdi o fio da meada – John acaba nas mãos de Mr. Bytes de novo, até morrer em relativa paz com seus amigos depois de tantas idas e vindas.
Bem, casos de "aberrações" são raros, dizem que acontecia no tempo da Grécia Antiga em que era comum o casamento entre parentes – em casos assim é geneticamente possível que as crianças nasçam com deformidades, embora, nunca nenhuma tenha nascido meio elefante ou qualquer outro bicho. O que eu queria falar era que talvez as deformidades físicas do personagens sejam uma analogia as deformidades emocionais que a gente tem, mas é só uma ideia minha, pode ser só uma viagem, é que, pense comigo, algumas pessoas são incapazes de serem compreendidas, de serem aceitas, de serem amadas. Não por todos, é impossível não ser amado por ninguém, mas por quem se quer se amado, é diferente ser amado por quem se quer ser amado e simplesmente se deixar amar, tem pessoas que são como o homem elefante ao contrário, não conseguem se deixar amar. Não é uma deformação física, mas é tão grave quanto, acreditem.
Enfim, grande filme. Quase chorei três vezes, mas né.

P.S: é mentira isso que eu falo sempre das comédias românticas, na verdade eu gosto mais do que eu gostaria de gostar. Eu só não perdoo a minha vida amorosa não funcionar como uma.

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