Comecei a assistir Mistério da Rua 7 pensando no conto Os crimes da Rua Morgue do Edgar Allan Poe por alguma estranha associação de ideias. A minha mente funciona assim, sorry. Voltando ao filme, também se pode culpar a tradução que, se fosse literal, não teria permitido nenhum engano, uma vez que o filme se chama Vanishing on 7th street – desaparecimentos na rua 7. Enfim, se trata de um suspense bem meia-boca, no qual a estética vence, de longe, a história, mas é preciso de uma coisa para que exista a outra, então o que se pode dizer do filme é que ele não tem o melhor roteiro do mundo, mas a montagem dele foi feita de maneira a explorar todas as suas potencialidades.
Uma sombra começa a cobrir a cidade e matar as pessoas, a única coisa que pode manter as pessoas a salvo é a luz, mas o sol se apaga e todas as luzes da cidade se apagam, exceto por um bar – que tem gerador e que é onde Luck, James, Rosemary e Paul, os sobreviventes, se refugiam. Enquanto se perguntam por que eles foram os escolhidos pra sobreviver – que foi algo não tão aleatório uma vez que sempre tem um cara bonito, uma mulher, uma criança e um cara estranho – e o que pode estar acontecendo afinal “ Bactérias carnívoras, Nanotecnologia fora do controle, colisão acidental de partículas, Universo Paralelo, raios gama, bombas de nêutrons, abduções alienígenas, singularidade, buracos negros, mas não faz sentido”, as sombras vão aumentando, e no fim, sobram apenas dois sobreviventes, um deles completamente inesperado.
O melhor do filme? Decididamente a trilha-sonora.

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