Estômago
Grande filme, ri bastante com ele afinal, poucos homens sabem comer uma bunda como o Raimundo Nonato, ops, me antecipei, ok, voltando ao estômago – minha vó sempre me dizia que homem a gente pega pelo estômago, Estômago prova que algumas mulheres também. Já eu sempre pensei com meus botões que por trás de um homem fudido e mal pago sempre tem uma china e, também com o filme, confirmei.
Em Estômago, Raimundo Nonato é um cara do interior que vai pra POA e começa a trabalhar na cozinha de um bar pra pagar umas coxinhas que tinha comido, depois disso vai parar na cozinha de um restaurante – mas isso tudo se passa com flashes de Nonato na cadeia e a pergunta que acompanha quem assiste o filme do começo ao fim do filme é o que uma pessoa legal como o Nonato, um pobre coitado fez pra ir parar na cadeia? Bem, eu não vou contar pra não ser spoiler, mas digo que a vida de um cozinheiro na cadeia não é tão ruim assim – como eu digo, homem a gente pega pelo estômago.
Indico pra quem gosta de filme nacional e pra quem não gosta de filme nacional – hmm, acho que isso quer dizer todo mundo, né? Pois é, o que eu quero dizer é: Estômago é mesmo muito, muito legal, vale a pena assistir.
Broder
Eu não gosto muito de filmes nacionais, de alguma forma eles se parecem todos entre si – e se você parar pra ver só no Brasil o nome dos atores aparece no começo do filme ao invés do final. Enfim, Broder é legal. Caio Blat tá ótimo no filme, assim como a Cássia Kiss também.
Não acho que seja uma produção pra mudar a vida de alguém, mas dá pra matar uma hora e trinta e dois minutos de tédio. No filme, Marco Aurélio, o Macu – Caio é um cara da favela que tá endividado com uns bandidos e tem que sequestrar um menino pra pagar a dívida, mas o sequestro dá errado e a vítima do sequestro fica sendo o seu amigo e ex cunhado Valdinho, que é jogador de futebol rico e famoso. E agora, o que escolher entre a lealdade ao amigo e a sobrevivência?
Lixo extraordinário
Eu tenho preguiça de documentários. Tenho preguiça de pessoas legais demais também. Mas Lixo extraordinário e Vik Muniz são duas exceções à essas duas afirmações. Vik é um artista plástico do Rio de Janeiro que hoje é mundialmente famoso por suas obras de arte com materiais inusitados e também pelo seu trabalho com lixo que é o que foi registrado no documentário.
Com a ideia de transformar em arte os catadores de materiais recicláveis do lixão de Jardim Gramacho e vender essas obras dando todo o dinheiro pra eles que Vik fez o projeto e passou dois anos envolvido nele. O resultado foram obras lindas, que além de valor estético tem valor humano inestimável, principalmente, pras pessoas que participaram, inspiraram e tiveram suas vidas mudadas por ele. No documentário podemos acompanhar um pouco da vida dessas pessoas – as pessoas das obras de arte, que são obras de arte da vida, que enfrentam a vida dia após dia sem medo e sem rancor apesar de todas as dores, com um sorriso no rosto.
Muito legal mesmo. Sem falar que Vik é uma grande pessoa.



Nenhum comentário:
Postar um comentário