quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pânico

 Não é realmente estranho que até ontem eu tenha assistido dezenas de vezes Todo mundo em Pânico e nenhuma vez Pânico de verdade? Culpe a Globo. Enfim, graças à comédia, eu não consegui leva o filme à sério – sem contar que eu já sabia o que ia acontecer depois, ou isso é o que sempre acontece?
Eu conhecia aquela máscara desde a minha infância e eu nunca tinha assistido a droga do filme original – que convenhamos, já se tornou até inspiração pra um programa de TV então quem pode me culpar?
Será que os filmes de terror zombam da morte como as comédias românticas do amor? Nunca tinha pensado nisso, mas depois de vinte e cinto assassinatos brutais, mais de quinhentas facadas e centenas de tiros, é inevitável que se pensem coisas não muito usuais – ah, não, não, eu não contei os tiros e as facadas, mas as mortes totalizam sim, 25. Ah claro, o mínimo que se espera é uma sinopse, mas sério mesmo, filmes desse tipo me cansam tanto que, ok, argumentar vai demorar mais palavras ainda, enfim, no Panico de verdade, todo mundo que rodeia Sidney sempre acaba morrendo porque, no fim, ela é uma filha da puta. Ok, podem falar o que quiserem dos meus posts, menos que esse não foi o melhor resumo do filme que voces já leram. Não assistiria de novo. Não mesmo. Apesar do Dewey ser um querido e, no fim, a Gale ser uma das personagens jornalísticas que mais me fizeram ver com o que eu não pretendo trabalhar nunca (televisão, serio mesmo). Ah, BTW, SPOILER ALERT, eu vou colocar aqui a lista dos vinte e cinco personagens mortos, só pra provar conferir que foram mesmo todos esses, em média 8.3 por filme. No primeiro:
Karen, Steven,Tatum, Sidney, Billy, Stu, Himbry. No segundo, Randy, Phill, Cici. Derek, Mickey, Hallie, Richard e Andrews e, no terceiro: Cotton, Christine, Sarah, Stone, Tom, Mark, Roman, Jennifer, Angelina, Milton.
Ok, uma coisa interessante: a tal da metalinguagem cinematografica, super explorada aqui, a história acontece na “vida real” e através do relato da jornalista Gale Weathers se tornam filme e vão pra tela de cinema. Um filme vira filme. No primeiro filme a sequencia das mortes já é feita de acordo com a fórmula dos filmes de terror, Randy deixa claro pra todo mundo as regras pra você não morrer num filme desse gênero. Pelo menos isso significa que, eventualmente, ele perdeu a virgindade, coitado, enfim. Existe uma teoria de que se o sexo não existiria a morte – tá aí uma escolha que eu não gostaria de ter que fazer, então, como eu sei que vou morrer mesmo, né, fellows (6) – como diria o Howord, se fossem essas as opções “A escolha de Sofia” não teria sido um filme longo. Acho que eu perdi o fio da meada. Voltando ao filme, serviu pra ver o quão horríveis eram os anos 90 no quesito estilo porque né, que bad trip aquilo, pelo menos as amigas da Sidney sempre morriam e enterravam o seu mau gosto antes que eu acostumasse os meus olhos a eles. Não que as roupas da Sidney fossem exatamente legais, mas convenhamos que calças jeans são atemporais.
Enfim, ela acaba com o Mark, aquele detetive lindo, bjs;*

P.S: Eu me recuso a assistir o quarto filme, nada pessoal. 25 mortes tá bom pra mim, quisesse mais e eu olhava o programa do Datena.

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