Há muito tempo atrás eu li Grande Sertão: Veredas do Guimarães Rosa e chorei litros. Como podia o Riobaldo não ficar com Diadoro (que, no fim, não era nada do que ele pensava) pelo simples fato de não querer enfrentar o que diante do sertão seria uma anomalia – estava apaixonado por outro “homem”.
Em O segredo de Brokeback Mountain algo muito parecido acontece (embora em um cenário como BM eu mesma seria capaz de me apaixonar e ter reciprocidade porque né?!). O filme é velho e já deu toda a polemica que tinha que dar, mas como só assisti esses dias, quis comentar igual. Também quase chorei com o desfecho dele. Ennys e Jack seguem suas vidas, caminhos distintos, cada um com sua família “convencional” e, após algum tempo, voltam a se ver – com a desculpa de ir pescar e, ainda assim, com grandes intervalos.
Só que nenhum deles – nem Jack, Ennys ou suas respectivas esposas – estão satisfeitos com suas vidas e o filme termina com a morte de um deles, sem a satisfação de nenhum. E, perceba, essas palavras nem saem de alguém que acredita que exista plenitude e satisfação – ainda mais se tratando de amor, mas, mesmo assim, se alguém te faz bem e te faz feliz e a recíproca é verdadeira, não entendo por que qualquer coisa deva se interpor entre essas pessoas.
Mesmo hoje o homossexualismo seja assunto já batido, é interessante ter fontes diferentes das novelas sobre o mesmo.

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