segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Taxi Driver, solidão e pornôs

Então, pra ser bem sincera eu não achei nada extraordinário no filme. claro, é muito interessante ver o Robert deNiro bem novinho, embora não esteja um décimo do que ele ficou depois, diga-se. Mas isso são trivialidades, entendo muito do que se trata o filme, de solidão e tédio e vontade de fazer algo potencialmente útil da vida. É só que a maneira como esse conflito se desenvolve em Travis, o Taxi Driver, parece mais apática que angustiante.
As reflexões dele sobre a solidão são interessantes, mas não parecem profundas e a revolta que ele tem contra a “sujeira” da cidade – os gangsters, as prostitutas, os drogados etc – parece um lamento estéril no começo e se torna uma sequencia de atos estúpidos depois: a compra de armas, o assassínio de um ladrão e depois de um gangster cafetão que cuidava de Iris, a garota de 12 anos que ele queria tirar dessa vida.
Mas a ideia inicial de Travis era matar o candidato á presidência, o Palantine e só quando isso dá errado ele se volta pros traficantes, será que a intenção dele era mesmo se tornar herói? No mais, em uma parte Travis escreve uma carta para a família, no fim, a família não existe para que a solidão existencial não seja tão massacrante?
Sim, no final – e SPOILER ALERT, se você se incomoda de saber o final pare aqui – ele parece estar quase feliz e realizado por ter matado uns bandidos e se tornado um “herói”. Ok, eu entendo, o protagonista finalmente encontra um lugar e uma razão para pertencer. Mas será mesmo? Será que se eu matar um traficante a minha vida fará sentido? A solidão acabará? Os dias deixarão de ser sempre o mesmo dia sem fim? Sei lá. eu esperava mais do filme, acho.
Enfim,  um comentário sobre a loira aguada por quem ele se apaixona, a Betsy, talvez eu seja cretina demais, mas eu não faria tanto drama por me levarem assistir um pornô. 


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