segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Querido John


Eu sei que eu disse que não falaria de TODOS os filmes que eu assistisse, mas eu vou deixar de comentar as duas temporadas de House, além de Alice não mora mais aqui – apesar de ser um dos musicais mais legais que eu já vi, o que nem me surpreendeu, afinal, o filme era do Martin Scorsese.
Enfim, eu só queria falar que assistir Querido John é que é um daqueles filmes de ficar abobada, daqueles difíceis de acreditar e que, no fim, que menina normal não quer viver – e nem venha com essa de gostar de ser livre e não ter que dar explicações e não lembrar datas, trocar presentes, ficar de conchinha, passear de mãos dadas, ter jantares românticos e blá, porque quem não gosta disso fica solteira porque sexo nunca é o problema. Mas não falemos do PLUS side de um namoro, mas do lado que o filme aborda: amor à distancia. Só que não se trata de Amor à distancia, esse é outro (grande) filme. Eles se conhecem no verão e vivem duas semanas perfeitas juntos, então, John vai pra guerra e Savannah volta pra faculdade. Eles combinam de se ver um ano depois e enquanto isso trocar correspondência pra não se sentirem tão longe e blá.
Mas o quão forte tem que ser o envolvimento pra aguentar tanta distancia, tanta ausência, será que eles aguentam todos os outros anos que John vai ter que ficar fora depois do 11 de setembro? No fim de oito anos, será que você ainda vai estar com a pessoa que está do teu lado agora? Você não consegue nem pintar esse quadro não é verdade? Imagina cada um de vocês em um lado do mundo, mais impossível ainda. Mas acontece. A frequência não é grande, mas acontece, a arte imita a vida, não é? Exceto por Crepúsculo, eu tento acreditar.
Colocando as coisas em perspectiva, eu sei que eu não vou mais ter contato com ninguém da minha vida agora daqui oito anos, ninguém além da minha mãe e do meu pai. Eu costumava pensar que um dia eu teria todos os meus amigos junto comigo pra, sei lá, um final de semana perfeito, algo de filme, acho. E hoje eu não acredito que nem o meu ex quase futuro atual vá estar na minha vida daqui alguns anos – não que eu consiga me imaginar acabando com a coisa mais feliz da minha vida até agora.  Ah, enfim, Whatever, um beijo pra quem leu essa coisa sem sentido até aqui. E outro pro meu ausente (até quando?) ex futuro atual - esse texto sem a menor poesia é inversamente proporcional à poesia do filme, então, assista.

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