Todas as informações técnicas dadas, posso me ater as minhas impressões. Algumas pessoas chamam de birra, outras de masoquismo, outras estupidez, mas o fato é que quando você gosta de alguém, você faz quase qualquer coisa, você enfrenta os agentes do destino - que, no destino mesmo - são ainda mais imbatíveis que os do filme porque se camuflam das mais diversas maneiras, sendo as piores, como desencontros, como amigos que te dizem que vai dar errado, como atos impensados, como frases de adeus e nunca mais.
Num mundo onde o amor é tão vendido, barganhado por coisas tolas - se você me ama você tem que ficar comigo sempre e pra sempre, tem que ser legal, tem que engolir, não pode engordar, faça isso e eu amarei você, coloque na internet e eu vou andar de mãos dadas contigo. Parece que o amor não é mais que uma projeção, algo que você quer tanto sentir que você cria na cabeça - cara, num mundo onde existe gravidez psicológica e orgasmos falsos, o que é um amor de mentirinha? Exatamente: nada.
O fato é que eu andei pensando em amar alguém, talvez eu até tenha amado, dizem que essas coisas são assim, espontâneas, inexplicáveis. Eu só não consegui entender algumas coisas: a angustia da ausência - era uma angustia daquela ausência ou medo da solidão? Será que era amor ou comodismo? Amor ou medo de tentar de novo? Amor ou simplesmente alguém que eu gosto de beijar e com quem o sexo é ótimo e que se fosse abduzido por aliens eu sofreria por uma semana ou duas e superaria depois? Será que existe algo como o que David e Elise vivem? Será que há um David aí fora pra mim? Ou será que amor é aquilo que eu sinto quando fulano vai embora? Aquele frio que congela o meu estômago quando ele demora pra chegar? Essa sensação de que eu jogo milhares de frases estéreis que não significam nada perto do que eu sinto porque dentro da minha cabeça é algo lindo, grande, absoluto. Ou talvez seja culpa da literatura, de Hollywood, dos musicais da Broadway...
O fato é que hoje é Vallentine’s day e eu já perdi alguns amores na vida, pessoas que me magoaram, pessoas que eu magoei, pessoas que eu gostava e que eu deixei ir embora (quem não tem um The one that got away?) pessoas que não souberam me amar, pessoas que simplesmente não eram pra ser e que eu insisti – seduzida, sedenta, insensata – e consegui ter com elas, um dia, uma noite, uma semana, um mês, mas depois o tempo mostrou que não a vida não era um filme e que – ao contrário dos filmes – a gente tem uma grande capacidade de esquecer, afinal, tem muitos, mas muitos atores aí na grande tragicomédia da vida. No fim, aquelas histórias todas, as que não eram pra ser servem pra gente chegar ao que é pra ser, se é que isso existe. Mas isso são coisas que podem ser resumidas na conclusão do Ted:
Happy Valentine's :*

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