terça-feira, 1 de maio de 2012

Comentários um pouco estúpidos sobre filmes nem um pouco ;*

Tenho assistido muitos filmes geniais pra, simplesmente, não comentar nenhum deles, então:
Dogville:
cara, é o filme perfeito pra entender porque existem serial killers no mundo, entender porque as pessoas mais passivas são, no fim, as que são capazes das piores coisas. Mas serão mesmo as piores coisas? Grace, a linda da Nicole Kidman, é - supostamente - fugitiva de gangsters que se refugia em Dogville, um lugar, aparentemente, acolhedor, onde as pessoas parecem simples e boas. Até alguém precisar delas. Alguém disse que o poder não modifica os homens, apenas desmarcara-os, Dogville trás questionamentos ainda mais profundos, até onde o ser humano pode ser justo com outro ser humano, até onde consegue-se usar de perdão sem demasiado altruísmo e a partir de onde o castigo excede a culpa. Claro que na vida, provavelmente, nenhum de nós vá se deparar com questionamentos nas proporções fílmicas de Lars Von Trier, só que os pequenos atos de diplomacia quanto de nossos orgulhos, desejos, ressentimentos engolimos sem engasgar, mas um descendo mais doloroso que o outro e como podemos lidar com essas coisas todas, sem um ato extremo ou sem acabar se enchendo de drogas, trabalhos ou antidepressivos.

O poderoso Chefão:
Esse é o da tag dos 1001 pra ver antes de morrer - não que eu vá acaba a lista antes dos trinta anos - uma vez que eu assisto, pelo menos, vinte fora da lista pra cada um da lista que eu vejo :P
Enfim, se alguém cult - por algum motivo aleatório - estiver lendo isso vai me achar estúpida, mas o que eu mais gostei mesmo no filme foi o Al Paccino. Pra começo de conversa, eu nem gostei muito do primeiro filme e quase dormi, já no segundo - porque eu assisti a trilogia numa madrugada - eu não conseguia piscar os olhos. Mas o motivo do primeiro filme não ter sido tão legal é só pelo fato de que apenas no terceiro dá pra entender o panorama inteiro e ver o quão genial a coisa toda é, o valor que a família Corleone tem para os membros dela e o temor que ela desperta em quem a ela não pertence, como a máfia começou e os valores morais muito próprios deles - algo meio distorcido como o da noiva do Chuck que matava qualquer um, mas só transava com quem amava, soa absurdo (ninguém pensa assim, do contrário a população do mundo seria um terço do que é) mas não deixa de ser um código de conduta. E o que se faz pra proteger o quem e o que se ama, custe outras vidas, custe milhões, custe uma vingança, é válido. O poderoso Chefão, Vito Corleone, Marlon Brando, tem a sua família morta na Sicília em 1901 e vai pra Nova York onde é explorado junto com toda a comunidade italiana - por um italiano, diga-se. E sendo o único a se rebelar contra isso, ele começa a se tornar o homem que todos respeitam e que, um dia, vingará sua família. Mas isso é no segundo filme, no primeiro, temos a morte desse grande homem para que o legado fique com seu filho, Michael, o Al Paccino, que acaba sendo ainda mais poderoso que o pai, mas com custos também muito mais altos.
E agora, me joguem pedras pelo que eu vou dizer, mas eu gosto mais do estilo dos filmes da Sofia Coppola do que os do pai dela, o Francis Ford, beijos;*

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