Alguém pra quem você possa cantar: estranho seria se eu não me apaixonasse por você, sabendo que seria mesmo muito estranho, porque aquela pessoa é mesmo tudo aquilo e em um momento de comunhão vocês esqueceram completamente o mundo lá fora e o quão efêmero poderia ser o momento que se deseja eterno.
Mas ele não sente o mesmo e tudo morre. Ele tem mãos que não precisam das suas e tudo morre. Ele tem braços que abraçam outros mundos e tudo morre. Ele tem outra vida e tudo morre.
Você foi embora e deixou esse buraco de ansiedade que engoliu as minhas horas e os meus dias, o que eu acreditava e o que eu era.
Todo mundo diz que prefere ter tido um momento com a pessoa amada e depois perdê-lo a nunca tê-lo vivido. Acho que a vida não se importa muito com as nossas preferencias e eu não sei o que eu preferiria, de qualquer forma. Aqueles dias contigo – que se perdeu – foram perfeitos. Mas talvez eles tenham estragado todos os meus outros dias, porque os tornou uma mera – e inútil - busca de algo equivalente.
Então talvez eu não quisesse ter vivido aqueles dias. Talvez eu fosse mais feliz. Ou talvez seja como a cegueira: quem é mais feliz um cego que nunca viu nada ou o cego que viu durante algum tempo? O ideal era não ser cego. O ideal era ter a pessoa amada pra sempre. Só que a gente não gosta de tudo o que vê, tampouco todos os momentos com a pessoa amada são perfeitos.
Putz, de novo eu chego a um loop. Nada dura pra sempre (como diz o título do livro do Sidney Sheldon – sim, eu já li muito livro duvidoso nessa vida,bjs;*). Não sei bem como concluir isso, mas acho que é, sim, eu viveria tudo de novo, mesmo todos os meses fudidos que vieram depois, mesmo as nossas transas ruins, mesmo a tua hipocrisia, mesmo a tua incapacidade de me amar pra sempre e muito.
É melhor ter tido um momento com a pessoa amada e depois perdê-lo a nunca tê-lo vivido.
P.S: texto escrito há algum tempo, completamente descontextualizado, foi postado hoje porque o dia tá nublado e eu to de TPM.
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