segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Videodrome




Então, deixa eu confessar que eu procrastinei esse post a ponto de assistir o filme duas vezes antes de escreve-lo – mesmo estando ciente da superficialidade de quase tudo o que eu digo. É que são tantas coisas em Videodrome – tudo em excesso, violência, ficção cientifica, sexo, masoquismo e um monte de conspirações a cerca da manipulação das pessoas pela TV.
Max Renn é o diretor do canal 83 e assiste a Videodrome – um vídeo raqueado que mostra cenas de bastante violência gratuita, alia, o filme tá cheio de violência e em partes ele é meio confuso, porque não se sabe o que é alucinação de Renn e o que é real, alias, o que é, afinal e enfim, real? Hein? Mas não entremos em questões existenciais por enquanto. Falemos de televisão e do deslumbramento que a mesma causou na segunda metade do século passado e muitos livros que foram escritos falando sobre essa influencia – que é real, embora menos tateável do que se pensava, a teve realmente manipula as pessoas, mas sempre de modo mais sutil do que dizem os que são contra, embora não menos massiva. Enfim, a tal desumanização da humanidade não aconteceu, mesmo que diversos programas nos tornem habituados a níveis cada vez mais altos de violência. Nossa, choveu violência nesse post. Pelo menos condiz com o filme.
Ah sim, no filme Max acaba vítima do Videodrome e tem alucinações terríveis, até descobrir o Professor O`Blivion e ficar sabendo o que é o tal Videodrome e, de acordo com a espiral de desespero que dai se origina, Max cai nas mãos de Barry Convex um cara super do mal que o usa de videocassete ambulante – sim, as cenas dele se abrindo pra ejetar os cassetes são muito bizarras – e faz com que ele cometa uns assassinatos e, quase, entregue seu canal de TV ao videodrome, mas para que isso não aconteça só há uma pessoa – uma vez que a namoradinha dele Nicki já tinha morrido por causa do “sistema” -  capaz de salvá-lo dessa resolução.
Enfim, quem gosta de ficções do além, de coisas meio futuristas, meio Laranja Mecanica, meio Admirável mundo Novo, esse tipo de material, provavelmente vai gostar de Videodrome.

Frases:
Não há nada real fora da nossa percepção de realidade.
A rede está sempre se reconfigurando – pelo que estamos sempre tirando e colocando coisas.
Elas não são substituídas, são aglutinadas.

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