quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O contador de histórias
O filme se passa em BH em 1978 e é baseado na história de Roberto Carlos Ramos, um menino pobre que a mãe colocou na FEBEM graças à propaganda (bons tempos da ditadura e da influencia da televisão, hein?) de que quem entrava na FEBEM saia “doutor”. Só que ele fugiu da FEBEM. E voltou pra FEBEM – assim uma centena de vezes. Até aparecer uma demagoga francesa que mudou sua vida, que lhe tirou do crime e da marginalização que era a sua vida, mas isso foi depois, primeiro ela só estava interessada na história dele. Porque é nisso que o nome do filme se inspira, não é mesmo, no contador de histórias, em Roberto. No começo parece só mais um daqueles filmes à lá Cidade de Deus, mas no fim, o que nós crias de apartamento sabemos do que é realmente ser pobre? Falando honestamente, hein? Você – hipotético leitor, não sabe muito mais que eu disso. E, no fim, pra fugir de qualquer moralismo, eu vou me ater a minha opinião – que uma vez não valendo nada, é indiscutível – bom filme, muito bom mesmo, bem comovente. Dá vontade de adotar uma criança pobre, mas como eu vou me graduar e jornalismo e flertar com a linha da pobreza o resto da vida mesmo, é melhor eu ficar na vontade. Mas se você tiver bastante dinheiro, FAÇA. Enfim, o filme também não é só drama, a ironia é usada várias vezes quando o narrador fala da FEBEM, também é desgraçadamente engraçada a professora de ed. Física das crianças que parece um hipopótamo e, claro o roubo narrado como jogada de futebol.
P.S: Existe algum filme nacional sem apoio da Petrobrás Cultural? – pergunta retórica.
P.S.S: Imagina que diferente viver nos anos 70 quando TODO MUNDO NO MUNDO fumava?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário