Preciso ser sincera, eu sou uma pessoa muito impressionável, se eu disser que eu amo algo – eu provavelmente amo mesmo, mas na maior parte das vezes é algo fugaz que passa no momento que acaba. Lewis dizia que uma valsa da qual você só gosta enquanto está dançando não é uma boa valsa. Pois bem, eu coleciono valsas ruins, mas todas são as melhores enquanto estão tocando, o que não significa que eu dance conforme o par e a musica, mas isso é outra história. O quão longe uma pessoa enrolada quer chegar pode ser deduzido pelo tamanho da volta que ela dá, não é?
O que eu quero dizer é que Mary e Max é o filme mais querido que eu já vi na vida, de verdade mesmo. Mary deve ser meu alter ego – não tem nada que ela goste mais do que comer leite condensado. Ela também se sente só e incompreendida e blá, aí um belo dia ela está no correio e escolhe aleatoriamente um nome no guia telefônico de Nova Iorque – ah, sim, Mary é da Austrália – e escreve uma carta pra um cara chamado Max pra perguntar pra ele de onde vem os bebês na América, será que é nos copos de cerveja como na Austrália?
Max é um cara solitário e obeso com Síndrome de Aspergir que encontra na amizade de Mary – bem, na correspondência deles – um confronto em sua existência, ele volta a se debater com os fantasmas da juventude e ao fato de nunca ter amado ou entendido os sentimentos. Pessoas com Síndrome de Aspergir são como o Sheldon de The Big Bang Theory, mas na vida real – o filme é baseado numa história real – geralmente, não deve ser muito engraçado, se tratam de pessoas com mentes literais e incapazes de entender não apenas ironias, como o Sheldon, mas sentimentos em geral, o que não as impede de sentir, embora Sheldon não sinta falta disso absolutamente. Max se sente confuso e entra em depressão, é internado, sofre horrores e nem consegue chorar, nesse meio tempo, em que a correspondência com Mary é interrompida ela também sente muito sua falta.
Quando ele conta a verdade pra ela da síndrome, ela resolve pesquisar uma cura pra doença do seu amigo. Mary também lê O homem que confundiu sua mulher com um chapéu . Não vou contar o resto pra não estragar o final do filme pra quem tiver a fim de assistir – o que eu recomendo muito.
A parte de Max passa toda em preto e branco e a de Mary toda em sépia. Seja lá o que isso signifique, é bonito.
É importante ter amigos, torna a existência tolerável, não importa que tipo de amigo, essa é uma das mensagens de M e M, não importa o quão longe seja a distância física, ter alguém pra gostar simples e sempre.
Conselho do psiquiatra do Max:
VOCE NUNCA DEVE COMER NADA MAIOR QUE A SUA CABEÇA!
Desistam das pizzas, galere! Haha.


Esse filme foi uma das melhores animações que eu ja vi ;/
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